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Notícias

30/06/2014 

Festival Eleazar de Carvalho volta a reunir estudantes de música brasileiros e estrangeiros

 Pelo menos 20 dias seguidos de música instrumental, com aulas, trocas de experiências e apresentações em diferentes formatos. É o que promete a 16ª edição do Festival Eleazar de Carvalho, que começa hoje e segue até 20 de julho.

Realizado pela Fundação Educacional Cultural e Artística Eleazar de Carvalho, com apoio da Fundação Edson Queiroz e Universidade de Fortaleza, o evento já é tradicional no calendário do Estado.

Ao longo da programação, o público poderá assistir a performances de orquestras, conjuntos de câmara, óperas, recitais, corais e bandas. Nesta edição, serão homenageados os compositores C. Guerra-Peixe, Alberto Nepomuceno e Richard Strauss. Além dos concertos, o Festival dedica-se intensamente à parte de formação, fato que o coloca entre os mais importantes eventos educacionais de música erudita no Brasil.

Durante os 21 dias de programação, cerca de 200 alunos vindos de todas as partes do Brasil, América do Sul e Estados Unidos têm a oportunidade de conviver com mestres e artistas de renome nacional e internacional. A seleção dos participantes acontece mais ou menos um mês antes do início do evento, com a participação da diretora artística do festival, a musicista Sônia Muniz, viúva de Eleazar de Carvalho.

"Sempre recebemos inscrições de vários Estados. Marcamos os dias das audições quando elas se encerram, escutamos os candidatos e vejo quem está apto", explica Sônia. "Quem não pode vir a Fortaleza manda uma gravação de sua performance", complementa.

Segundo a diretora, a vivência dos músicos selecionados durante o festival é intensa, com direito a aulas, oficinas e tempo para compartilhamento de experiências. Nesse período, parte do campus da Unifor transforma-se em alojamento para os alunos que não moram na cidade. "Mesmo alguns que residem aqui, mas em bairros distantes, ficam no alojamento. Isso evita perda de tempo com deslocamento", justifica Sônia.

Foi a diretora quem trouxe o festival para o Ceará, na década de 1990, com formato baseado no Festival de Itu (SP), idealizado pelo marido na mesma época. Para ministrar as aulas e realizar as apresentações, são convidados professores cearenses, de outros Estados e países. Os concertos são elaborados exclusivamente para o evento, com alto nível artístico, e constituem oportunidade para aproximar artistas de seu público.

"Sempre reservo três ou quatro concertos no início da programação para artistas cearenses", comenta Sônia, sobre a valorização do trabalho de profissionais do Estado. A escolha dos músicos é feita com base em seus currículos e em outros aspectos, como a relação que mantinham com o maestro Eleazar e com a história do festival. "Dessa vez trouxe poucos estrangeiros. Também já há alguns ex-alunos do evento que voltaram como professores, para dar aulas", comemora a diretora.

Popular

A coincidência do período do festival com a realização da Copa do Mundo dificultou um pouco a organização e elevou os custos (especialmente do deslocamento e hospedagem dos participantes de fora). "Mas não quis deixar de fazer, mesmo com alguns concertos a menos, porque se você pula um ano pode comprometer a continuidade do evento. No caso do Eleazar, todas as edições anteriores foram consecutivas", lembra Sônia.

Por outro lado, a disputa de futebol inspirou uma novidade na programação. "Desta vez, inspirada na Copa, vou fazer uma noite de música popular, com Felipe Adjafre e Franklin Dantas", adianta a diretora - em referência à apresentação do pianista Felipe Adjafre e Trio (Sérgio Melo no contrabaixo, João Senna no saxofone e Alex Oliveira na bateria) e do cantor Franklin Dantas. "Assisti a esse espetáculo no TJA há alguns meses e gostei muito. Convidei-os em público a participar do festival no mesmo dia", comenta.

Na primeira parte, com Adjafre, o programa inclui obras como "Minha saudade" (João Donato), "Você" (Roberto Menescal), "Pedacinho do céu" (Waldir Azevedo) e "Aquarela do Brasil" (Ary Barroso).

Na segunda, Franklin Dantas dedica-se a canções como "Lábios que beijei" (J.Cascata e Leonel Azevedo), "Alma dos violinos" (Lamartine Babo) e "Se acaso você chegasse" (Lupicínio Rodrigues).

No encerramento do festival, acontece uma grande peça musical, com presença de todos os participantes. Outro destaque é a premiação do Concurso Jovens Solistas e Regentes, promovido pela Fundação Edson Queiroz.

Todos os anos, alunos participantes são selecionados, de acordo com seu desempenho nas aulas e apresentações, para tocar junto com a Orquestra Eleazar de Carvalho na edição seguinte. No caso de alguns alunos com condições financeiras mais restritas, a organização do evento faz doação de instrumentos musicais novos.

No meio disso tudo, Sônia Muniz ressalta a troca de experiências, tanto entre alunos quanto entre professores, como um dos aspectos mais importantes do evento.

Após 15 edições, a diretora também destaca um aspecto do legado do festival. "Sempre que vou fazer as seleções noto que os alunos estão com nível mais elevado, é notável o progresso técnico e intelectual deles", celebra.

Mais informações:

XVI Festival Eleazar de Carvalho. De hoje até 20 de julho, no campus da Unifor (Av. Washington Soares, 1321, Edson Queiroz). Gratuito. Programação no site www.Eleazarfundec.Org.Br. Contato: (85) 3477.3000

FIQUE POR DENTRO

Um mestre de orquestras e festivais

Eleazar de Carvalho nasceu em 1912, em Iguatu-CE. Ainda criança foi morar no Rio de Janeiro. Aos oito anos, já tocava tuba na Banda do Batalhão Naval. Na cidade, formou-se no Instituto Nacional de Música. Em 1939, teve sua primeira ópera, "O Descobrimento do Brasil", estreada no Teatro Municipal. No ano seguinte, recebeu diploma de maestro. Em 1946, conheceu a pianista Guiomar Novaes e partiu para os EUA, onde se tornou doutor em música (pela Washington State University).

Retornou ao Brasil em 1971, onde organizou o Festival de Música de Campos do Jordão, nos moldes do Festival de Tanglewood, do qual participou como aluno e, depois, como assistente de direção. O formato de Tanglewood foi usado ainda na criação do Festival de Itu (SP) e, depois, por Sônia Muniz, no Festival Eleazar de Carvalho. No País, o maestro seguiu atuando na Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, como regente, até sua morte, aos 84 anos.

Fonte: Diário do Nordeste
Última atualização: 30/06/2014 às 11:07:05
 
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