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Notícias

12/06/2018 

Campanha 2018: bancários reforçam união em defesa dos direitos e da categoria

Os bancários do Ceará se preparam para enfrentar as ameaças do golpe. Na segunda-feira, dia 11/6, em Fortaleza, durante assembleia geral, a categoria aprovou a minuta de reivindicações deliberada na 20ª Convenção Nacional dos Bancários realizada de 8 a 10/6, em São Paulo. Após um acertado acordo de dois anos, fechado em 2016, a Campanha Nacional deste ano será a primeira a ser realizada sob a nova lei trabalhista (em vigor desde 11 de novembro de 2017). A pauta dos bancários será entregue aos bancos nesta quarta-feira, dia 13.

Constam da pauta, a defesa dos direitos previstos na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) e a defesa da categoria, ameaçada pelos novos tipos de contratos previstos na lei (terceirização irrestrita, trabalho intermitente, autônomo, hipersuficiência). A defesa dos empregos, com a proibição das demissões em massa; das homologações realizadas nos sindicatos (para garantir que os bancários recebam tudo que lhes é devido em caso de demissão); a manutenção da mesa única de negociações entre bancos públicos e privados; a defesa dos bancos públicos que estão sendo desmontados e preparados para a privatização também são pontos centrais na Campanha 2018.

A pauta de reivindicações prevê também reajuste com o índice da inflação mais aumento real de 5% para salários e demais verbas; e cláusula prevendo que as novas modalidades de jornada e contratações da lei trabalhista só poderão ser feitas por meio de negociação com o Comando Nacional dos Bancários.

Ultratividade

A lei trabalhista em vigor prevê o fim do princípio da ultratividade, que garantia a validade de um acordo coletivo até a assinatura de outro. Assim, a CCT dos bancários perderia sua validade em 31 de agosto deste ano, um dia antes da data base da categoria. Para impedir mais essa ameaça, os bancários aprovaram a entrega à Fenaban de um pré-acordo que garanta a ultratividade da CCT até a assinatura de uma próxima. Assim, todos os direitos estariam resguardados até o final da negociação com os bancos.

Contribuição negocial

Não se faz a luta em defesa dos direitos, dos empregos e da categoria sem recursos financeiros para manter a estrutura de sindicatos, mobilizações, greves e outras formas de resistência. Por isso, foi incluida na pauta, cláusula prevendo contribuição negocial em percentual único, sem direito à oposição e distribuída de forma solidária, com percentual para sindicatos, federações, confederações e centrais.
Banco de horas - Os bancários também aprovaram que a contratação de banco de horas seja feita somente por meio de negociação coletiva.


Eleição 2018

As eleições de outubro serão fundamentais para o país. Após dois anos de golpe, são as urnas que irão definir os rumos do Brasil: se retoma o caminho da democracia e do desenvolvimento, ou se aprofunda o retrocesso. Assim, os bancários conclamam o voto em candidatos que se comprometam com a revogação da reforma trabalhista, da Emenda Constitucional 95 (PEC da Morte) e da terceirização ilimitada.


Contra a prisão sem crime de Lula

Também aprovou-se resolução contra a prisão sem crime de Lula, por sua liberdade e por seu legítimo direito de ser candidato, para que o povo brasileiro possa escolher em quem votar. E ainda pela investigação e punição dos envolvidos no bárbaro assassinato de Marielle Franco e Anderson Silva; contra a intervenção militar no Rio de Janeiro e contra o genocídio da população negra.

Dia Nacional de Luta

Foi aprovada ainda a participação dos bancários no Dia Nacional de Luta, convocado por todas as centrais sindicais, em 10 de agosto.

Parcerias com entidades

Os bancários aprovaram ainda uma parceria com entidades de defesa do consumidor, como Idec e Procon, para dialogar com a população que também é prejudicada pela ganância do setor bancário, com endividamentos e juros e taxas abusivas.

Luta conjunta com outras categorias

Outra estratégia da Campanha 2018 é a união com outras categorias, também ameaçadas pelo golpe, como os trabalhadores da Petrobras e da Eletrobrás, estatais fundamentais para o país que, assim como os bancos públicos, estão sendo ameaçadas de privatização.

Tecnologia

Os bancos são o setor que mais investe em tecnologia, mas essa tecnologia, ao invés de beneficiar trabalhadores, os prejudica com mais sobrecarga e demissões. Os bancários defendem que ela tem de ser adotada em benefício dos trabalhadores e também de clientes, resultando em taxas de serviços menores.

Bancos podem atender reivindicações

Os bancos, que lucram cada vez mais alto mesmo com a crise, podem atender às reivindicações da categoria. Em 2017, os lucros somados do BB, Caixa, Itaú, Bradesco e Santander chegaram a R$ 77,4 bilhões, o que representou crescimento de 33,5% em relação aos resultados de 2016. E só nos primeiros três meses deste ano, esses cinco bancos já lucraram R$ 20,6 bi, aumento de 20,4% na comparação com o primeiro trimestre de 2017. Ou seja, eles não têm a menor desculpa para não valorizar seus empregados.

Última atualização: 12/06/2018 às 14:26:35
 
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