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  09/10/2018
Edição Nº 1544 de 8 a 13 de outubro de 2018
CAIXA ECONÔMICA FEDERAL

ANTIDEPRESSIVOS SÃO OS REMÉDIOS MAIS USADOS POR EMPREGADOS

Pressão por metas, falta de estrutura, sobrecarga de trabalho. O modelo de gestão adotado pela Caixa vem se apresentando como um indutor de adoecimento, levando os trabalhadores a um elevado nível de complicações de saúde. Um em cada três empregados da Caixa teve alguma doença em decorrência do trabalho nos últimos 12 meses, a grande maioria (60,5%) relacionada a sofrimento mental. A depressão está presente em 10,6% dos relatos e os antidepressivos são os remédios mais usados entre os empregados da Caixa (28,3%).

A pesquisa Saúde do Trabalhador da Caixa, encomendada pela Fenae ao Instituto FSB Pesquisa, mostra que as doenças associadas a uma rotina física cansativa, comuns entre os bancários, perderam espaço para as dores emocionais, a chamada “dor da alma” – forma como também é conhecida a depressão. Porém, o índice de LER/DORT ainda é bastante expressivo, 14,1% dos casos. Por outro lado, 24,8% dos relatos incluem o estresse e 21,2% se referem a depressão e ansiedade.

Vale lembrar que, de acordo com o levantamento estatístico do INSS para fins de enquadramento do chamado Nexo Técnico Epidemiológico (NTEP), que relaciona a atividade econômica das empresas com cada tipo de adoecimento, as doenças dos códigos “F” (relacionadas ao sofrimento mental) e “M” (osteomusculares) previstas na Classificação Internacional de Doenças (CID-10), são características do trabalho bancário, portanto, não necessitam de comprovação para serem caracterizadas como doenças do trabalho.

De acordo com o levantamento elaborado pelo FSB Pesquisa, um em cada três empregados tiveram problemas de saúde relacionados ao trabalho nos últimos 12 meses. Entre estes, 53% tomaram remédio. Os medicamentos mais usados foram os antidepressivos e ansiolíticos, que somados correspondem a 35,3%, anti-inflamatórios (14,3%) e analgésicos (7,6%).

A pesquisa ouviu 2.000 empregados da Caixa entre os dias 2 e 30 de maio. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%. Confira mais detalhes da pesquisa no endereço: goo.gl/W4aVau.

“Muitas pessoas sofrem caladas por longo tempo e, somente quando o organismo não suporta mais, buscam ajuda profissional, com o quadro já muito agravado. A negligência da direção da Caixa é, no mínimo, irresponsável. É mais do que urgente rever conceitos e adotar uma política para prevenir problemas de saúde dos trabalhadores”
Marcos Saraiva, diretor do Sindicato e da Fenae

Última atualização: 09/10/2018 às 09:59:34
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