RSSYoutubeTwitter Facebook
Aumentar tamanho das letras Diminuir tamanho das letras Voltar Página inicial Versão para impressão


  09/07/2018
Edição Nº 1532 de 9 a 14 de julho de 2018
SANTANDER

Banco demite bancário cego e doente e não volta atrás

O banco Santander demitiu um trabalhador que acabou de ganhar o primeiro filho, faz tratamento contra depressão e voltava de afastamento médico, devido a uma fratura no fêmur. O Sindicato tentou reverter demissão, mas banco que lucrou R$ 9,9 bilhões em 2017 se mostrou irredutível.

Essa é a falta de humanidade que impera na mentalidade dos executivos dos bancos e esse caso é particularmente cruel entre os mais de 600 demitidos pelo Santander apenas nos primeiros cinco meses do ano somente na base de São Paulo e outros 15 municípios.

O trabalhador Marcos Couto de Freitas vive com deficiência visual severa e irreversível e foi demitido no início de maio. “Quando eu retornei do primeiro afastamento por causa da depressão, a gestora não me quis mais na área SantanderPrevi. Falou que já tinha colocado outra pessoa no meu lugar, e que eu teria de ir para outro setor. Eu cheguei a fazer uma entrevista, o gestor estava organizando lugar para mim, computador para poder me receber, e nesse meio tempo eu caí e acabei fraturando o fêmur”, conta Marcos.

REFORMA TRABALHISTA USADA COMO DESCULPA – Ele foi demitido dois meses após retornar ao trabalho, em maio de 2018. Segundo Marcos, a nova lei trabalhista defendida pelo setor patronal e que aniquilou uma série de direitos foi usada como desculpa para justificar a demissão. “O gestor alegou que por conta dessa nova lei trabalhista, futuramente a área Central de Prepostos pode vir a ser terceirizada, mas é algo que ele nem tem certeza se irá ocorrer”, relata Marcos.

Na data da demissão, sua esposa, que também vive com deficiência e não tem emprego, estava grávida de oito meses. Por essa razão, o convênio médico disponibilizado pelo banco era muito importante. “Sinceramente não sei como vou fazer para manter o sustento da minha família”, desabafa Marcos.

BANCO SE MOSTRA IRREDUTÍVEL – Ao tomar conhecimento do caso, o Sindicato entrou em contato com o RH do banco a fim de tentar reverter a demissão. Em vão. O Santander se mostrou irredutível.

Última atualização: 09/07/2018 às 12:28:54
Versão para impressão Diminuir tamanho das letras Voltar Página inicial Aumentar tamanho das letras
 

Versão em PDF

Edição Nº 1532 de 9 a 14 de julho de 2018

Edições Anteriores

Clique aqui para visualizar todas as edições do Tribuna Bancária
 
SINDICATO DOS BANCÁRIOS DO CEARÁ
   Rua 24 de Maio 1289 - Centro - Fortaleza - Ceará CEP 60020-001
(85) 3252 4266 / 3226 9194 - bancariosce@bancariosce.org.br
Copyright © 2018. Todos os direitos reservados.
  www.igenio.com.br