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  30/04/2018
Edição Nº 1522 de 30 de abril a 5 de maio de 2018
ARTIGO

Estratégia da Campanha Nacional deste ano é União para resistir e conquistar!

A nossa conversa nessa semana é para alertar a categoria bancária. Você bancário, você bancária, que tem ticket refeição, cesta alimentação, auxílio creche/babá, reajuste de salário, carreira dentro do banco, e os direitos garantidos pela nossa Convenção Coletiva e pelas leis que existem no País, você já entendeu que tudo isso pode acabar ainda em 2018?

No nosso acordo de dois anos, que vence em 31 de agosto, nenhum daqueles direitos que estão lá estão mais garantidos depois da reforma trabalhista (lei 13.467/2017). E não estamos falando somente do reajuste salarial, estamos falando do auxílio refeição, da participação dos lucros, de demissões em massa, de terceirização de todos os empregos. Essa é a Campanha Nacional dos Bancários que nós estamos enfrentando.

Além disso, ainda existem os riscos que estão legitimados na nova legislação, que podem ser feitos à margem da Convenção Coletiva, como a terceirização, reforma da previdência e a clara intenção de privatização dos bancos públicos.

Qual o bancário que está preparado para chegar no final dessa campanha e assinar um reajuste razoável sem vale refeição, sem cesta alimentação, sem plano de saúde, sem qualquer uma das conquistas garantidas na última Convenção Coletiva (2016/2018)? Isso é o que foi aprovado com a “modernização” das leis trabalhistas. No dia 1º de setembro, se não tivermos uma CCT assinada, os banqueiros não precisam cumprir mais nada do que está lá. E se não tivermos um acordo que defenda o nosso modelo de organização, que defenda os sindicatos, que defenda os nossos direitos adquiridos com tanta luta, nós vamos até manter algumas coisas, mas não vamos conseguir manter a resistência por muito tempo.

Nossa responsabilidade é muito grande. A sociedade, principalmente os trabalhadores, estarão todos de olho em nós com aquele pensamento: “se os bancários não conseguem, nenhuma categoria nesse país vai conseguir”. Essa é a guerra que nós vamos enfrentar. A atual conjuntura mostra que o trabalhador não tem mais vez no Brasil. Não podemos dar forças àqueles que disseminam o fascismo. A união é palavra de ordem hoje nesse país.

E não é só a campanha salarial que vai resolver todos os nossos problemas. Eu pergunto a vocês: qual é a mesa de negociação que vai resolver a reforma trabalhista, a privatização dos bancos, a terceirização sem limites, o modelo ideal de aposentadoria? Ou nós nos organizamos, nos mobilizamos, elegemos candidatos comprometidos com os trabalhadores (tanto no executivo, quanto no legislativo), ou vamos continuar sendo golpeados nos nossos direitos.

O nosso caminho é um só: vamos à luta! Vamos juntos! Vamos entender qual é o nosso lado nessa história. Porque o lado dos bancos que financiaram o golpe nesse país, a agenda política de retrocesso e retirada de direitos, agora está batendo na porta da categoria bancária. Você vai abrir a porta para o banqueiro tirar seu direito? Ou você vai se juntar com cada bancário, com cada bancária, de banco público e privado, para que, juntos, mantenhamos essa porta fechada, para defender nossas conquistas. Para quando sairmos, seja para bater na porta dos bancos e entrar lá para voltarmos a arrancar novas conquistas. Essa é a nossa luta e ela não pode ser feita somente na campanha salarial. Tem que ser na campanha, na política, pois se negarmos a política eles vão tirar nossos direitos no Congresso Nacional.

Não existe direito sem democracia. A direita não tem projeto para esse país, a esquerda tem – valorizando o desenvolvimento social – por isso é tão perseguida, por isso o golpe. Se quisermos defender o emprego, teremos que combater o golpe e suas consequências. As eleições desse ano são estratégicas para a categoria bancária e para a classe trabalhadora. Precisamos eleger candidatos comprometidos com a plataforma dos trabalhadores. É hora de união, de juntar forças, para resgatar nosso país de volta e voltarmos a viver num Brasil mais igualitário, mais justo para todos.

Carlos Eduardo, presidente do Sindicato dos Bancários do Ceará

Última atualização: 30/04/2018 às 14:23:43
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