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  02/10/2017
Edição Nº 1495 de 2 a 7 de outubro de 2017
CAIXA ECONÔMICA FEDERAL

Governo quer extinguir papel social do banco e retirar direitos de empregados

Abrir o capital da Caixa Econômica Federal está entre as medidas para tornar o banco atrativo, que significa na prática agradar possíveis investidores privados, limitar as despesas com pessoal e reduzir ainda mais a concessão de crédito, inclusive para a realização do sonho da casa própria, além de rever a atuação da Caixa como executor de políticas públicas. Isso foi noticiado pelo O Globo no dia 27/9, como empenhos do governo de Michel Temer.

A informação veio justamente um dia após a Caixa divulgar o balanço do segundo trimestre, um lucro líquido de R$ 4,1 bilhões, o melhor resultado semestral da série histórica do banco. A carteira de crédito alcançou saldo de R$ 715,9 bilhões em junho, com participação de 22,8% no mercado. A carteira imobiliária totalizou R$ 421,4 bilhões, com ganho de 1,3 p.p. de participação no mercado, mantendo a liderança com 68,1%.

Para a representante dos empregados no Conselho de Administração da Caixa e coordenadora do Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas, Rita Serrano, a atuação do banco tem sido reduzida dia após dia. “A medida mais recente foi reduzir o teto do crédito para compra de imóveis usados para 50%. Somam-se a isso a venda da Lotex, que o governo quer concluir ainda este ano, e planos para privatizar as áreas de cartões e seguros”, disse.

É hora de empregados e sociedade se unirem na defesa do banco 100% público. Será lançada no dia 3/10 a campanha “Defenda a Caixa Você Também”. A ideia é mostrar como o banco é essencial em áreas como habitação, saneamento, infraestrutura, esporte, cultura, enfim, para a vida dos trabalhadores e brasileiros.

“Os trabalhadores também já estão sentindo na pele a diretriz de reduzir despesas com pessoal. A direção do banco se gaba de reduzir despesas com planos de demissão. É um absurdo. Esse plano para fatiar a Caixa está sendo feito a custas de colegas sobrecarregados e adoecendo mais. E o que está ruim pode piorar.
Marcos Saraiva, diretor do Sindicato dos Bancários e da Fenae

Última atualização: 02/10/2017 às 11:06:23
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